Charanga de Sortilégio
Em Coxixola, até cueca enterrada dá em feitiço — e quem não acreditar que dê, que se benza
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Em Charanga de Sortilégio, Alexandre Duim costura uma fábula arretada, cheia de mandinga, sortilégio e safadeza boa. No meio do agreste paraibano, um adolescente vê sua vida virar de ponta-cabeça quando uma cueca soterrada no jardim abre as portas para um rosário de feitiços, rezas e embustes amorosos. Entre um bedel implicado com fardinha, os forrobodós da Sexta Suada, a charanga da cidade e os conselhos atravessados dos “antigões”, nasce uma comédia nordestina que, de tão encangada de verdade, até parece mentira.
Charanga de Sortilégio é daqueles romances que botam a gente pra rir e, no mesmo fôlego, pra acreditar que o mundo é mesmo cheio de assombro. Alexandre Duim convoca Coxixola (o umbigo do Brasil) como cenário de uma história mirabolante: um garoto que cai vítima de mandinga de amor, uma cueca vermelha soterrada, rezas improvisadas, sonhos psicodélicos e a malemolência da vida de interior.
Aqui, a comédia e a crendice andam de braço dado, e a cada página a pessoa leitora se pega acreditando no improvável. Um livro brasileiro até o tutano, safado de bom, que mostra que a imaginação é a maior macumba que já inventaram.
O autor
Alexandre Duim é cerratense e tem dúvidas se é millennial ou X. Filósofo urbano por natureza e comunicólogo por ganha-pão, no momento preferia estar comendo dobradinha e tomando um rabo de galo. Também é professor de Comunicação Social, está aprendendo a tocar zabumba e participou da antologia “Contos em Miniatura”, lançada pela Editora Comala na FLIP 2025. De escrita marginal e intuitiva, possui um olhar cáustico. Trama histórias galopantes, recheadas de sarcasmo, críticas sociais e alguma psicodelia. Seus textos têm indicação medicinal e também recreativa.
Arte de capa
A xilogravura de capa foi cuidadosamente entalhada e impressa por Lucélia Borges. Arte exclusiva para este projeto, feita com muito carinho, em trocas construtivas e enriquecedoras. Conheçam o trabalho da artista na sua rede social: clique aqui
Trechos
“Um pombo acinzentado estaciona. Cutuca uma folha com o bico, coça a asa, esfrega uma pulga e, então, arrepia o peitoral. Era dia de poda. Dona Raquel aparava as plantas da mureta que contornava toda a entrada da casa. Ao passo que o leite sutilmente escorria sobre a tesoura, a cerca-viva ia tomando prumo. Coroas-de-Cristo, quando dilaceradas, escorrem em uma seiva branca e leitosa. “Valei-me, São José!” — grita, transtornada, quase sem conseguir acreditar no que encontrou. Com um espanto maior que o dela, só o pombo, que avoa para trás. Mas não se afasta tanto. Aparentemente, ele também quer respostas.”
*
“De noite, trespassava finas e leves cartas de tarô por entre seus dedos polpudos com singeleza e lirismo, como se cada falange fosse uma graciosa bailarina. Apesar da grande confusão com a similaridade entre o método dos búzios — afinal, o tarô também é um sistema divinatório usado para obter algumas orientações sobre a vida —, não há uma finalidade religiosa. Ou seja, suas orientações não eram consultivas aos orixás ou a quaisquer forças espirituais. Dona Quitéria, despretensiosamente, realizava a interpretação das setenta e oito cartas e seus respectivos simbolismos para responder perguntas sobre amor, trabalho, vida pessoal ou para compreender questões internas e conflitos emocionais. No fim das contas, as temáticas eram, invariavelmente, pé-na-bunda, dor de corno, corpo mufino e bufunfa — ou melhor, a ausência dela.”
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“Caiçara é uma figura mitológica na cidade. Influente. Sujeito de natureza próspera. Bem-quisto pela maioria. Pedra-90. Rumou para a cidade ainda bacuri, mas ninguém sabe onde ele nasceu; só se sabe que foi na beira dum rio. Mestiço, filho de acreana com guatemalteca, é praticamente visto como gringo, um tipo de elo com outras culturas e lugares. Maxilar avantajado e barba cerrada. Bronzeado, seus antebraços grossos lembram patolas de caranguejo. Sempre veste uma camisa aberta até o embigo; o cordão de ouro se perde em meio aos graúdos pelos do peitoral; equilibra um pitoco de paiol no canto da boca, que parece flutuar enquanto charla. E como charla.”
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Os livros acompanham marcadores de página exclusivos, com a arte da capa.
Previsão de entrega: Novembro de 2025.
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